terça-feira, 22 de dezembro de 2015
A Bruxinha Despenteada faz 3 anos! E tantos amigos novos ela encontrou: Cassilda, a Lagarta Bailarina; O Lar dos Cachorrinhos, A pequena, grande Bailarina, e os seus amigos dos dedos mágicos, que lêem Braille, e tantos outros ainda por encontrar! Parabéns!!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
A Bruxinha Despenteada - versão em Braille
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
3ª parte "A pequena grande bailarina"
Os bailarinos, que não perceberam
nada, olharam uns para os outros e encolheram os ombros, tomaram os seus
lugares no palco e tranquilamente prosseguiram os ensaios, enquanto o diretor
saía sem mais explicações.
Na sua mente desfilavam aquelas
imagens da menina. Ele acreditava piamente que com alguns ensaios, ela se
revelaria surpreendente. O maior obstáculo que teria de enfrentar era a mãe,
que continuava irredutível. Nada que o diretor pudesse argumentar a fazia mudar
de ideias a respeito do ballet.
- Mas minha senhora… reconsidere,
por favor! A sua filha tem um dom; ela dança maravilhosamente e sem qualquer
ensaio; com formação, poder-se-á tornar numa das melhores bailarinas deste país!
Acredite!!
- Não! E não! Está dito! Na minha
opinião dançar não é profissão de futuro e para a minha filha já tenho outros
planos – respondeu-lhe a mãe preocupada.
A menina que ouvira tudo atrás da
porta, não se conteve e com convicção e os olhos mais brilhantes que duas
esmeraldas, apelou:
- Mãe deixe-me dançar, por favor!
É o meu sonho!
Mas a mãe tratou de colocar um
ponto final na conversa e pediu educadamente ao diretor que se retirasse e que lhe
fizesse o especial favor de não voltar a encher a cabecinha da sua filha com
ilusões.
Enquanto a menina, aos prantos se
refugiava no quarto, sentindo uma mágoa enorme e o coração destroçado, na
cozinha, a sós com os seus afazeres, a sua mãe com o coração apertado por vê-la
chorar, ainda pensou voltar atrás na decisão tomada, mas o medo de que a sua
menina se desiludisse caso as coisas corressem mal, e que, por conta disso, sofresse
ainda mais, convenceu-a que era o melhor a fazer – com o tempo ela esquecerá –
pensou.
Mas para a menina, o sonho de ser uma bailarina
era mais forte que tudo. Não conseguia esquecer nem o palco, nem coreografias, as
pontas ou os fatos, por isso, decidiu ter uma conversa franca e decisiva com a
mãe. Iria lutar pelo seu sonho com todas as forças. Determinada, expôs os seus
sentimentos e prometeu-lhe que se não corresse como desejava, desistiria e não
falaria mais nesse assunto.
- Se estás determinada, vai! Mas
eu nem quero ouvir mais nada sobre esse espetáculo! E se algo correr mal, não
digas que não te avisei…! – Advertiu-a a mãe, rendida a tanta insistência.
A menina voltou ao teatro, mas desta
vez, não se escondeu; foi ensaiar com os outros bailarinos para o espetáculo
que se avizinhava. Ela alimentava a esperança de que, quando a sua mãe a visse
dançar, mudaria de opinião. Por isso mesmo arriscou, e no dia do espetáculo
saiu do quarto ansiosamente, com as pontas numa mão e o fato na outra.
Indubitavelmente a sua expetativa
foi cumprida, porque o sucesso do bailado foi tremendo! A mãe que havia sido
avisada por uma vizinha que o nome da sua filha se encontrava estampado no
grande cartaz à porta do teatro, não resistiu e foi ver o espetáculo.
Logo que viu a sua menina em cima
daquele imenso palco, não mais conseguiu conter as lágrimas com tamanha emoção
e orgulho. Rendeu-se ao deslumbramento. A menina dançava brilhantemente,
exibindo a sua graciosidade e leveza de movimentos, como se estivesse a cumprir
o seu destino. Mãe e filha olharam-se, e, por instantes, o tempo parou para as
duas. As palavras ficaram aprisionadas e impediram-na de dizer o que o seu
coração sentia, contudo, como se lhe lesse os pensamentos, a menina abraçou-a e
as duas ficaram ali no meio do teatro como que paradas no tempo.
A performance dos bailarinos e
muito em especial da nova bailarina, contribuiu para o descomunal sucesso do
espetáculo, de tal forma que, não muito tempo depois, a companhia de dança,
agora com mais uma bailarina, partiu em digressão pelo país levando a arte de
dançar a todos os lugares, enchendo os corações de cor e fantasia.
E assim se passaram meses, anos,
muitos anos e o nome daquela menina viajou por muitas cidades em todo o mundo, estampado
nos cartazes que anunciavam cada espetáculo da companhia, revelando-se como uma
das maiores bailarinas de todos os tempos. A sua mãe passou a acompanhá-la e a
ser a sua maior aliada e admiradora.
Recentemente, abriu no centro da
cidade uma escola de dança. Crianças de todas as idades apreendem a dançar, a
descobrir as suas capacidades e a sonhar que um dia serão grandes bailarinas e
bailarinos, como as que estão expostas nos cartazes afixados na escola de dança.
A proprietária e professora, costuma contar aos alunos mais novos que quando
era da idade deles, dançava no seu quarto frente a um velho espelho, onde
colocava uma saia e imitava os passos que vira dançar no teatro da cidade, escondidinha
atrás da cortina.
A pequena grande bailarina que um
dia se escondeu para ver dançar, e que, apesar de todas as contrariedades, lutou
incessantemente em busca do seu sonho, anos mais tarde, retornou à sua cidade
natal para distribuir sonhos.

Fim
sábado, 29 de novembro de 2014
A Bruxinha Despenteada conheceu um novo amigo. É o vizinho novo, que veio morar para a casa ao lado. A princípio a bruxinha não entendeu nada, o menino nada comentou sobre o seu cabelo despenteado, nem das suas roupitas rotas, apenas lhe disse: "Olá!" - esboçando um lindo sorriso. Foi quando a bruxinha lhe aproximou a cesta cheia de doces, que compreendeu tudo: o seu novo amigo é especial, ele Vê com as mãos, com os ouvidos e com o cheiro!
Juntos passaram uma bela tarde a comer os doces da cesta e a ler. Sim, a ler, "Braille"! A bruxinha está encantada! - "É tão divertido!" - diz-lhe a bruxinha despenteada.

Juntos passaram uma bela tarde a comer os doces da cesta e a ler. Sim, a ler, "Braille"! A bruxinha está encantada! - "É tão divertido!" - diz-lhe a bruxinha despenteada.
domingo, 16 de novembro de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
2ª parte de uma nova história: "A pequena, grande bailarina"
Um belo dia, como das outras
vezes, a menina escondeu-se no teatro, bem atrás das cortinas. O desejo de
pisar aquele palco imenso falou mais alto, de tal modo que quando os bailarinos
saíram, encheu-se de coragem e aventurou-se a subir. De tantas vezes que assistira
aos ensaios, sabia de cor os passos de cada coreografia. Descalça dançou com
graciosidade e leveza de movimentos, como se desde sempre o palco lhe
pertencesse e ela pertencesse ao palco, numa simbiose perfeita.
Enquanto a menina dançava como se
o tempo tivesse parado, alguém retornou ao palco e, deparando-se com aquela
pequena bailarina, vinda sabe-se lá de onde, o tempo também parou para ele.
Desta vez quem se escondia era o diretor, entorpecido com o maravilhoso bailado.De
súbito, das mãos do diretor caíram umas partituras e o eco fez a menina voltar
à realidade e estremecer ao se deparar com alguém que a olhava boquiaberto. Com
o susto, saiu a correr do teatro, enquanto o diretor corria atrás dela e tentava
falar-lhe. A menina foi-se esfumando pela rua abaixo e o pobre do diretor só
teve tempo de a ver entrar na porta de uma das casas, onde uma senhora de
semblante carregado a esperava.
De seguida, tentou falar com a mãe
usando de todos os argumentos para a convencer que a filha tinha um talento
inato para o ballet, mas em vão, pois a senhora nada queria saber de danças,
nem de nada que a desviasse dos seus objetivos. Resignado, não teve outro
remédio senão ir-se embora.
O diretor que era um homem alegre
e comunicativo, entrou no teatro pensativo e com um ar taciturno, ao que todos repararam
e cochicharam. Por ora guardaria para si, como um tesouro, a imagem daquela
pequena grande bailarina… Entretanto, a menina que fugira do teatro, sentia o
coração em sobressalto, pois só conseguia pensar que seu segredo havia sido
descoberto.
Mas algo inesperado estava
prestes a acontecer que mudaria o rumo dos acontecimentos, e muito em especial,
a vida da menina.
Alguns dias depois, havia um
grande alvoroço no teatro, tudo porque tinham recebido a notícia de que os seus
colegas que tinham ido dançar fora, haviam sofrido um acidente de viação.
-O que aconteceu? - Quem se
magoou? – Perguntavam os bailarinos, ansiosos. - E logo agora na véspera dum
espetáculo tão anunciado!
O diretor andava de um lado para
o outro sem saber o que pensar, ouvindo toda a ladainha que se fazia sentir no
palco. Só algumas horas mais tarde é que se puderam acalmar os ânimos com as
notícias boas notícias: os bailarinos estavam bem.
- Calma, calma! Não é grave! Apenas
a viatura é que não ficou em lá muito bom estado… nada que não se remedeie… – disse-lhes
o diretor, confiante.- Ao que parece tudo não passou de um tremendo susto - um
cão atravessou-se à frente do carro, provocando o despiste – comentava-se. A
maioria dos bailarinos apenas sofreu alguns arranhões, o problema é a principal
… Torceu um pé.
- Torceu um pé?! A principal?! E
agora?! O espetáculo é já daqui uma semana… - Repetiam os bailarinos com
apreensão nas vozes.
Para acalmar os ânimos, o diretor
deu um berro que ecoou pelo teatro, pelo que logo se fez sentir o silêncio.
Pediu que se acalmassem e que fossem ensaiando que ele iria fazer algo que já
deveria ter feito há algum tempo e que voltaria com boas notícias, assim o esperava…
Estória em Audio:https://www.youtube.com/watch?v=yVjFK5ow4cY&feature=youtu.be
Estória em Audio:https://www.youtube.com/watch?v=yVjFK5ow4cY&feature=youtu.be
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)
.jpg)




