Juntos passaram uma bela tarde a comer os doces da cesta e a ler. Sim, a ler, "Braille"! A bruxinha está encantada! - "É tão divertido!" - diz-lhe a bruxinha despenteada.
sábado, 29 de novembro de 2014
A Bruxinha Despenteada conheceu um novo amigo. É o vizinho novo, que veio morar para a casa ao lado. A princípio a bruxinha não entendeu nada, o menino nada comentou sobre o seu cabelo despenteado, nem das suas roupitas rotas, apenas lhe disse: "Olá!" - esboçando um lindo sorriso. Foi quando a bruxinha lhe aproximou a cesta cheia de doces, que compreendeu tudo: o seu novo amigo é especial, ele Vê com as mãos, com os ouvidos e com o cheiro!
Juntos passaram uma bela tarde a comer os doces da cesta e a ler. Sim, a ler, "Braille"! A bruxinha está encantada! - "É tão divertido!" - diz-lhe a bruxinha despenteada.

Juntos passaram uma bela tarde a comer os doces da cesta e a ler. Sim, a ler, "Braille"! A bruxinha está encantada! - "É tão divertido!" - diz-lhe a bruxinha despenteada.
domingo, 16 de novembro de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
2ª parte de uma nova história: "A pequena, grande bailarina"
Um belo dia, como das outras
vezes, a menina escondeu-se no teatro, bem atrás das cortinas. O desejo de
pisar aquele palco imenso falou mais alto, de tal modo que quando os bailarinos
saíram, encheu-se de coragem e aventurou-se a subir. De tantas vezes que assistira
aos ensaios, sabia de cor os passos de cada coreografia. Descalça dançou com
graciosidade e leveza de movimentos, como se desde sempre o palco lhe
pertencesse e ela pertencesse ao palco, numa simbiose perfeita.
Enquanto a menina dançava como se
o tempo tivesse parado, alguém retornou ao palco e, deparando-se com aquela
pequena bailarina, vinda sabe-se lá de onde, o tempo também parou para ele.
Desta vez quem se escondia era o diretor, entorpecido com o maravilhoso bailado.De
súbito, das mãos do diretor caíram umas partituras e o eco fez a menina voltar
à realidade e estremecer ao se deparar com alguém que a olhava boquiaberto. Com
o susto, saiu a correr do teatro, enquanto o diretor corria atrás dela e tentava
falar-lhe. A menina foi-se esfumando pela rua abaixo e o pobre do diretor só
teve tempo de a ver entrar na porta de uma das casas, onde uma senhora de
semblante carregado a esperava.
De seguida, tentou falar com a mãe
usando de todos os argumentos para a convencer que a filha tinha um talento
inato para o ballet, mas em vão, pois a senhora nada queria saber de danças,
nem de nada que a desviasse dos seus objetivos. Resignado, não teve outro
remédio senão ir-se embora.
O diretor que era um homem alegre
e comunicativo, entrou no teatro pensativo e com um ar taciturno, ao que todos repararam
e cochicharam. Por ora guardaria para si, como um tesouro, a imagem daquela
pequena grande bailarina… Entretanto, a menina que fugira do teatro, sentia o
coração em sobressalto, pois só conseguia pensar que seu segredo havia sido
descoberto.
Mas algo inesperado estava
prestes a acontecer que mudaria o rumo dos acontecimentos, e muito em especial,
a vida da menina.
Alguns dias depois, havia um
grande alvoroço no teatro, tudo porque tinham recebido a notícia de que os seus
colegas que tinham ido dançar fora, haviam sofrido um acidente de viação.
-O que aconteceu? - Quem se
magoou? – Perguntavam os bailarinos, ansiosos. - E logo agora na véspera dum
espetáculo tão anunciado!
O diretor andava de um lado para
o outro sem saber o que pensar, ouvindo toda a ladainha que se fazia sentir no
palco. Só algumas horas mais tarde é que se puderam acalmar os ânimos com as
notícias boas notícias: os bailarinos estavam bem.
- Calma, calma! Não é grave! Apenas
a viatura é que não ficou em lá muito bom estado… nada que não se remedeie… – disse-lhes
o diretor, confiante.- Ao que parece tudo não passou de um tremendo susto - um
cão atravessou-se à frente do carro, provocando o despiste – comentava-se. A
maioria dos bailarinos apenas sofreu alguns arranhões, o problema é a principal
… Torceu um pé.
- Torceu um pé?! A principal?! E
agora?! O espetáculo é já daqui uma semana… - Repetiam os bailarinos com
apreensão nas vozes.
Para acalmar os ânimos, o diretor
deu um berro que ecoou pelo teatro, pelo que logo se fez sentir o silêncio.
Pediu que se acalmassem e que fossem ensaiando que ele iria fazer algo que já
deveria ter feito há algum tempo e que voltaria com boas notícias, assim o esperava…
Estória em Audio:https://www.youtube.com/watch?v=yVjFK5ow4cY&feature=youtu.be
Estória em Audio:https://www.youtube.com/watch?v=yVjFK5ow4cY&feature=youtu.be
quinta-feira, 15 de maio de 2014
1ª parte de uma nova história: "A pequena, grande bailarina"
A
pequena, grande bailarina
Era uma vez uma menina, um pouco
pequena para a idade, mas muito responsável e extremamente inteligente. Apesar
disso era muito humilde e afetuosa e, talvez por isso, vivesse rodeada de
amigos. Mas esta menina andava constantemente com a cabeça na lua. O seu maior
sonho era ser bailarina e como morava perto do teatro da cidade, sempre que
podia, no final das aulas, escapulia-se para lá. AÍ chegada, escondia-se o
melhor que podia e ficava a ver os ensaios, as coreografias, os passos,
envolvida numa neblina de sonho, cor e música. Depois corria para casa
esperando que não tivessem dado pela sua falta. A mãe sempre lhe recomendava
algumas tarefas que ela sabia bem não poder descurar. Para os seus pais o mais
importante, para além da escola, era aprender as tarefas domésticas. Sim,
porque uma mulher deveria saber cuidar da casa e da família, e à sua mãe
incumbia-lhe o dever de a ensinar.
- Mas mãe, eu quero mesmo é ser
bailarina! – Argumentava sempre que a mãe lhe ralhava por chegar tarde.
- Não te quero no teatro, já te
avisei! – Dizia-lhe a mãe, que bem sabia que a sua menina se perdia de amores
por aquele teatro e pelos bailados.
- Onde é que já se viu uma mulher
viver da dança?! – Alegava a mãe que não se conformava com aquela cabeça na
lua. Então, para a demover de tais ideias, dava-lhe tarefas e mais tarefas que
durariam todo o seu tempo livre – “uma cabeça ocupada não pensa em disparates”
- pensava ela.
No entanto, independentemente do
que a sua mãe lhe dizia, nada a demovia do seu sonho… À noitinha, no seu
quarto, em frente a um velho espelho, colocava uma saia e imitava os passos que
vira no teatro e que ela já tão bem sabia de cor. Aquele pequeno espaço era o
seu palco, um cubículo resguardado do resto do mundo onde, por alguns
instantes, ela era tudo o que o seu sonho o permitia: uma grande bailarina!
Mas o seu segredo não duraria
para sempre.
domingo, 13 de abril de 2014
Recebi este miminho das crianças das três salas do Jardim de Infância de Alvaiázere.Tenho a certeza que vão adorar ... este bonito presente sobre a história da Bruxinha despenteada
sexta-feira, 11 de abril de 2014
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